PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA MENSURADA POR FOTOPLETISMOGRAFIA EM CADELAS ANESTESIADAS COM ISOFLURANO

SYSTOLIC BLOOD PRESSURE MEASURED THROUGH PHOTOPLETHYSMOGRAPHY IN ISOFLURANE-ANESTHETIZED BITCHES

Autores

  • Charline Vanessa Vaccarin Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Jean Carlos Gasparotto Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Cristiana Teixeira da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Porto Alegre, RS
  • Julia Odorissi Oliveira Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Marina Batista de Sousa Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Carla Eduarda dos Santos Ferreira Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Thaís Silveira Alves Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • André Vasconcelos Soares Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS

Resumo

Objetivos: A fotopletismografia é amplamente utilizada na medicina humana, mas ainda pouco explorada na veterinária. Dessa forma, objetivou-se avaliar a eficácia da fotopletismografia na aferição da PAS em cadelas submetidas à ovariohisterectomia eletiva, comparando-a ao método Doppler ultrassônico vascular e utilizando a PASinvasiva como referência.

Materiais e Métodos: Após premedicação com meperidina e indução anestésica com fentanil e propofol, 34 cadelas (1,55 ± 1,27 anos; 9,8 ± 3,0 kg) foram mantidas com isoflurano e infusão contínua analgésica de fentanil. Os animais foram divididos em grupo membro torácico (TLG) e pélvico (PLG). A PAS foi mensurada simultaneamente por Doppler e fotopletismografia no mesmo membro, com cateterização da artéria auricular para obtenção da PASinvasiva. Utilizou-se ANOVA para análise, seguida do teste post-hoc de Newman-Keuls. Foi realizada a correlação de Pearson entre os grupos. Os valores foram considerados significativos quando p < 0,05.

Resultados: As médias ± DP de PAS no TLG e PLG foram, respectivamente: Doppler 118 ± 28 e 139 ± 24 mmHg; fotopletismografia 118 ± 28 e 136 ± 25 mmHg; e invasiva 105 ± 22 e 92 ± 19 mmHg. Observou-se forte correlação (r = 0,95) entre Doppler e fotopletismografia, independentemente do membro. A correlação entre métodos não invasivos e invasivo foi baixa, especialmente no PLG (Doppler: r = 0,22; fotopletismografia: r = 0,17). No TLG, a correlação entre Doppler e PASinvasiva foi moderada (r = 0,41) e entre fotopletismografia e PASinvasiva foi fraca (r = 0,38). O viés entre Doppler e fotopletismografia foi de 0,31 mmHg no TLG, com melhor concordância (r = -0,0061; p = 0,85) nesse membro.

Conclusões: O melhor local para mensuração não invasiva da PAS foi o membro torácico. Métodos não invasivos apresentam baixa correlação com o método invasivo; no entanto, apresentam características semelhantes, podendo a fotopletismografia ser utilizada como substituta ao Doppler vascular.

Protocolo CEUA: Protocolo nº 6006260819.

Fonte de Fomento: CAPES, bolsa de mestrado.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Doppler vascular, onda fotopletismográfica, oximetria de pulso, pletismografia