AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO BACTERIANA DO PROPOFOL, COM DIFERENTES MÉTODOS DE MANUTENÇÃO E MANEJO, APÓS A ABERTURA DO FRASCO-AMPOLA

EVALUATION OF BACTERIAL CONTAMINATION OF PROPOFOL, WITH DIFFERENT MAINTENANCE AND HANDLING METHODS, AFTER OPENING THE VIAL

Autores

  • Stephany Lorrane Ishida Franco Universidade Federal do Pará, UFPA, Castanhal, PA
  • Joyce Franklin Pureza Universidade Federal do Pará, UFPA, Castanhal, PA
  • Amanda De Oliveira Anaice Da Silva Universidade Federal do Pará, UFPA, Castanhal, PA
  • Victoria Dias Martins Nascimento Universidade Federal do Pará, UFPA, Castanhal, PA
  • Aila Heloise Benjamin Guedes Universidade Federal do Pará, UFPA, Castanhal, PA
  • Weveni Ferreira da Conceiçao Universidade Federal do Pará, UFPA, Castanhal, PA
  • Talita Bandeira Roos Universidade Federal do Pará, UFPA, Castanhal, PA
  • Roberto Thiesen Universidade Federal do Pará, UFPA, Castanhal, PA

Resumo

Objetivos: Avaliar o crescimento bacteriano em amostras de propofol manipuladas e armazenadas sob diferentes condições por 20 dias.

Materiais e Métodos: Foram utilizados quatro frascos de propofol alocados em quatro grupos experimentais, sendo eles: Grupo 1 (G1) armazenado em geladeira, com antissepsia (álcool 70%) no local de punção; Grupo 2 (G2) frasco em geladeira sem antissepsia; Grupo 3 (G3) frasco em temperatura ambiente, com antissepsia (álcool 70%) no local de punção; Grupo 4 (G4) frasco em temperatura ambiente sem antissepsia.  No G1 e G2, os frascos ficavam na geladeira de uma sala de internação, enquanto, os frascos do G3 e G4, ficavam dentro do bloco cirúrgico. Um termostato foi utilizado para monitoração da temperatura nesses locais, sendo registrada variação de 3,2 a 5,1oC na geladeira e de 26,8 a 28,2oC no bloco cirúrgico. Foram colhidas amostras (0,1 mL) diariamente (20 dias) dos frascos por punção com seringa de 3 ml e agulha 0,8x40mm. A semeadura foi em placas com ágar sangue com auxílio de uma pipeta calibrada. As placas foram incubadas em uma estufa a 37°C e avaliadas em 72 horas. A análise estatística foi realizada com o teste do Qui-Quadrado de Pearson com p > 0,05.

Resultados: No 8º dia, foi identificado crescimento bacteriano no G4. Do 9º ao 12º dia, observou-se crescimento bacteriano em todos os grupos. A partir do 13º dia até o 20º dia, não foi observado crescimento bacteriano. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os diferentes grupos (p = 0,825).

Conclusões: O risco de contaminação microbiana é evidente a partir do 8º dia após a abertura dos frascos de propofol. A refrigeração e antissepsia com álcool 70% no local de punção não garantiu a esterilidade dos frascos. Dentro das condições avaliadas, nenhum dos métodos se provou superior na prevenção da contaminação bacteriana do propofol.

Protocolo CEUA: não se aplica.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Anestesia, antissepsia, contaminação, microbiologia