COMPARAÇÃO DA EFICÁCIA ANALGÉSICA DA DEXMEDETOMIDINA, NALBUFINA E SUA ASSOCIAÇÃO VIA EPIDURAL EM CADELAS SUBMETIDAS À OVARIOHISTERECTOMIA

A COMPARISION OF EPIDURAL ANALGESIA PROVIDED BY DEXMEDETOMIDINE, NALBUPHINE AND THEIR ASSOCIATION FOR OVARIOHYSTERECTOMY IN BITCHES

Autores

  • CARLOS EDUARDO DE SIQUEIRA Universidade Estadual Paulista, UNESP, Araçatuba, SP
  • YAN SEIXAS RIBEIRO Universidade Estadual Paulista, UNESP, Araçatuba, SP
  • IZABELLA PAZZOTO ALVES Universidade Estadual Paulista, UNESP, Araçatuba, SP
  • BEATRIZ PERES FLORIANO Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • BIANCA SIQUEIRA Universidade Estadual Paulista, UNESP, Araçatuba, SP
  • AMANDA TECHI CASTIQUINI Universidade Estadual Paulista, UNESP, Araçatuba, SP
  • JUAN CARLOS DUQUE MORENO Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • PAULO SÉRGIO PATTO DOS SANTOS Universidade Estadual Paulista, UNESP, Araçatuba, SP

Resumo

Objetivos: Avaliar a analgesia trans e pós-operatória da dexmedetomidina e da nalbufina, isoladas ou em associação, por via epidural em cadelas submetidas à ovariohisterectomia.

Materiais e Métodos: Trinta cadelas (2,0 ± 0,9 anos; 11 ± 5 kg), após premedicação com acepromazina (0,03 mg/kg), indução com propofol (4 mg/kg) e manutenção com isoflurano (1,4 Vol%), receberam 1 de 3 tratamentos epidurais (n=10): nalbufina (0,6 mg/kg; GN); dexmedetomidina (4 µg/kg; GD); ou associação de ambos (mesmas doses; GND); todos os protocolos diluídos em 0,22 mL/kg. FC, PASinvasiva e f foram registradas em M0 (pré-epidural), M1 (pós-epidural) e M2-M8 (intraoperatório). Ajustes no plano anestésico foram realizados com propofol (1 mg/kg IV) caso houvesse aumento > 20% em uma ou mais variáveis em relação ao M0. Analgesia pós-operatória foi avaliada utilizando formulário curto da escala de Glasgow (CMPS-SF) durante 8 h pós-extubação. Intervenção analgésica com metadona (0,2 mg/kg IM) foi realizada quando CMPS-SF > 6. Empregou-se teste de Kruskal-Wallis, seguido por Dunn, para variáveis não-paramétricas e curva de sobrevivência de Kaplan-Meyer para duração da analgesia pós-operatória (p < 0,05).

Resultados: O número de ajustes do plano anestésico no grupo GN em M5 (60%) foi significativamente maior que no grupo GND (0%; p = 0,0112). O GND apresentou o menor número total de ajustes, enquanto o GN apresentou o maior (6 ajustes; 10% no GND; 12 ajustes; 20% no GN e 8 ajustes; 13% no GD). Não houve diferença significativa na duração da analgesia pós-operatória entre os grupos (p = 0,3773), a qual se manteve pelo tempo máximo de avaliação (8 horas). O resgate analgésico pós-operatório foi necessário em 24 cadelas (80%), sendo 9 (38%) pertencentes ao grupo GND.

Conclusões: A associação dexmedetomidina-nalbufina por via epidural pode compor protocolo anestésico para ovariohisterectomia, com analgesia adequada para período intraoperatório, porém com duração limitada para analgesia pós-operatória.

Protocolo CEUA: no 0088/2022.

Fontes de Fomento: CAPES, bolsa de doutorado.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Agonistas alfa-2 adrenérgicos, analgesia, cães, dor, opioides