COMPARAÇÃO DA ANALGESIA PERIOPERATÓRIA COM A TÉCNICA DE ANESTESIA TUMESCENTE OU A COMBINAÇÃO DO BLOQUEIO DO PLANO SERRÁTIL E TRANSVERSO DO ABDÔMEN GUIADOS POR ULTRASSOM EM CADELAS SUBMETIDAS À MASTECTOMIA

COMPARISON OF PERIOPERATIVE ANALGESIA USING THE TUMESCENT ANESTHESIA TECHNIQUE OR THE COMBINATION OF ULTRASOUND-GUIDED SERRATUS PLANE AND TRANSVERSUS ABDOMINIS BLOCKS IN BITCHES UNDERGOING MASTECTOMY

Autores

  • Andressa Rodrigues de Souza Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Lisiane Saremba Vieira Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Ayuá Kaus Harr Rodrigues Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Francini Arboit Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Nadine Arend Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Beatriz Perez Floriano Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Juliana Andres Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Isadora Plentz Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS

Resumo

Objetivos: Comparar a analgesia perioperatória da anestesia tumescente com a combinação dos bloqueios serrátil ventral (SV) e transverso do abdômen (TAP block) guiados por ultrassom em cadelas submetidas à mastectomia.

Material e Métodos: 20 cadelas SRD [12,3 (3,3-56,0) kg; 10.7 ± 4.4 anos] submetidas à mastectomia unilateral total receberam premedicação com acepromazina (0,03 mg/kg) e metadona (0,3 mg/kg) IM, indução com propofol (2,0 ± 1,1 mg/kg) e midazolam (0,3 mg/kg) e manutenção com isoflurano e foram subdivididas em dois grupos (n = 10): GT - grupo tumescente, com lidocaína 0,16% associada à adrenalina, refrigerada a 8-12°C, 15 mL/kg ou GGB - grupo bloqueios guiados com US, com injeção unilateral de 0,3 mL/kg de bupivacaína 0,25% para bloqueio do SV e TAP block. As variáveis cardiovasculares foram monitoradas durante a anestesia e resgate com fentanil (1 µg/kg IV) foi administrado em caso de aumento > 30% na FC e/ou PAS. A dor pós-operatória foi avaliada a cada 15 minutos durante a primeira hora pós-extubação, utilizando a Escala Composta de Dor de Glasgow modificada por Morton (2005). Dados paramétricos foram analisados pelo teste t não pareado, seguido por Tukey, e dados não paramétricos pelo teste de Mann-Whitney, seguido de Dunn. O tempo de analgesia pós-operatória foi analisado pela curva de sobrevida de Kaplan-Meier. Diferenças foram consideradas significativas quando p < 0,05.

Resultados: O GGB exigiu mais resgates intraoperatórios com fentanil (p = 0,0016) e teve analgesia residual de menor duração (p = 0,0146) que GT. Os escores de dor foram significativamente menores no GT aos 15 minutos (p = 0,0168). Variáveis fisiológicas se mantiveram estáveis, exceto FC e temperatura no GT.

Conclusões: A anestesia tumescente demonstrou superioridade no controle da dor intraoperatória e pós-operatória imediata comparado aos bloqueios SV e TAP block guiados por US na primeira hora pós-extubação.

Protocolo CEUA: no 2356110324/2024.

Fonte de Fomento: PIBIC 171293/2024-0.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Anestesia locorregional, lidocaína, bupivacaína, tumor mamário