INJEÇÃO INTERCOSTAL EM EQUINOS: DESCRIÇÃO DA TÉCNICA ECOGUIADA E COMPARAÇÃO COM A TÉCNICA ÀS CEGAS – ESTUDO CADAVÉRICO

INTERCOSTAL INJECTION IN HORSES: DESCRIPTION OF THE ULTRASOUND-GUIDED TECHNIQUE AND COMPARISON WITH THE BLIND TECHNIQUE – A CADAVERIC STUDY

Autores

  • Gilberto Serighelli Júnior Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • Julia Doria de Oliveira Franco Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • Karine Kulik Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • Caio Veloso Silva Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • Lucimara Strugava Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • Peterson Triches Dornbusch Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • Marcello Machado Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • Juan Carlos Duque Moreno Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR

Resumo

Objetivos: Descrever a técnica ecoguiada (US) para injeção intercostal toracolombar (T12–T18) em cadáveres equinos e compará-la com a abordagem às cegas (C) quanto a acurácia e ocorrência de complicações.

Materiais e métodos: Utilizaram-se oito cadáveres frescos de equinos (421 ± 84,36 kg; 13,86 ± 9,51 anos). Com os cadáveres em decúbito lateral e após preparo da parede toracoabdominal, na técnica às cegas, o espaço intercostal foi identificado por palpação e uma agulha de Tuohy 20G foi inserida em direção caudocranial. Após atingir o bordo caudal da costela, a agulha foi redirecionada medialmente e introduzida mais 1-2 cm. Foram injetados 3 mL de uma solução de azul de metileno a 0,05%. Após 15 minutos da última injeção, foi realizada a dissecção para verificar se os nervos foram corados (circunferencial, > 6 mm) e possíveis complicações (perfuração pleural, injeção intramuscular). Na abordagem ecoguiada, um transdutor linear foi posicionado perpendicularmente às costelas localizando a borda caudal da costela cranial. A agulha foi introduzida, em plano, em sentido caudocranial, até perfurar a membrana intercostal interna na face caudal da costela e foram administrados 3 mL da solução. O correto posicionamento foi confirmado pelo deslocamento ventral da pleura. Os dados foram analisados pelo teste de Fisher (p < 0,05).

Resultados: Foram realizadas 96 injeções. A taxa de sucesso foi superior no US (41/49; 83,67%) comparada com C (25/49; 51,02%) (p = 0,0011). O nervo costoabdominal (T18) apresentou maior discrepância entre grupos (42,85% vs 0%; p = 0,018). Foram observadas 3/49 (6,12%) perfurações pleurais no US e 7/49 (14,28%) no C (p = 0,1473); e 8/49 (16,32%) injeções intramusculares no US e 14/49 (28,57%) no C (p = 0,1428).

Conclusões: A técnica ecoguiada permite maior acurácia do que a técnica às cegas. A chance de atingir T18 é menor, principalmente com a técnica às cegas.

Protocolo CEUA: Estudo em cadáver.

Fonte de Fomento: Bolsa Produtividade em Pesquisa (JCD) processo CNPq 312783/2022-1.

 

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Anestesia regional, bloqueios locorregionais, equinos, ultrassom