AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE DA ARTÉRIA AURICULAR PARA MONITORAMENTO INVASIVO DA PRESSÃO ARTERIAL MÉDIA EM CÃES ANESTESIADOS: ESTUDO COMPARATIVO COM A ARTÉRIA PODAL DORSAL
EVALUATION OF THE SUITABILITY OF THE AURICULAR ARTERY FOR INVASIVE MEAN ARTERIAL PRESSURE MONITORING IN ANESTHETIZED DOGS: A COMPARATIVE STUDY WITH THE DORSAL PEDAL ARTERY
Resumo
Objetivo: Avaliar a viabilidade da artéria auricular (AU) em comparação com a artéria podal dorsal (PD) para o monitoramento da pressão arterial média por método invasivo em cães submetidos à anestesia geral.
Materiais e Métodos: Foram incluídos 28 cães (18,2 ± 8,7 kg), sem restrição quanto à raça, porte, classificação ASA, tipo de procedimento cirúrgico ou protocolo anestésico. Após indução anestésica, foram canuladas, simultaneamente, as artérias PD e AU com cateteres 24G, conectados a equipos extensores preenchidos com solução fisiológica heparinizada e conectados a uma torneira de três vias e a um esfigmomanômetro aneroide, alinhados à articulação escapulo-umeral. A PAM foi registrada a cada 10 minutos (T0 a T6), durante 60 minutos. Para monitoração da FC, f, SpO₂ e T°C, utilizou-se um monitor multiparamétrico SDA8 BI. A análise estatística foi realizada no software JMP Pro v.14, adotando-se nível de significância de 5%. A normalidade dos dados foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk. As correlações foram analisadas por Spearman; o efeito do tempo pelo teste de Friedman, com pós-hoc de Durbin-Conover e Wilcoxon; e a concordância entre métodos pelo teste de Bland-Altman.
Resultados: Não foram observadas diferenças estatísticas significativas entre os tempos de mensuração, indicando estabilidade da PAM. A comparação entre T0 e T6 revelou aumento médio de 6 mmHg na PD e 4 mmHg na AU. Observou-se forte correlação entre os valores da PD (77,3 ± 12,9) e da AU (68,9 ± 11,5) com viés médio de 8,24 mmHg, tendo a AU apresentado, consistentemente, valores inferiores. A discrepância mostrou-se proporcional ao aumento dos níveis de PAM.
Conclusão: A mensuração da PAM pela AU mostrou-se viável, porém com tendência a apresentar valores inferiores e variáveis em relação à PD. Para maior acurácia, recomenda-se a canulação de artérias de maior calibre.
Protocolo CEUA: nº 01 /2024.