SIMULADOR PARA TREINAMENTO DE BLOQUEIO DO PLANO TRANSVERSO DO ABDOMEN EM CÃES

SIMULATOR FOR TRAINING IN TRANSVERSUS ABDOMINIS PLANE BLOCK IN DOGS

Autores

  • Maria Eduarda Oliveira Universidade Federal Fluminense, UFF, Niterói, RJ
  • Yuri Karaccas de Carvalho Universidade Federal Fluminense, UFF, Niterói, RJ

Resumo

Objetivos: A realização dos bloqueios locorregionais guiados por ultrassonografia exige conhecimento anatômico e interpretação adequada das imagens. O objetivo deste estudo foi desenvolver um simulador tridimensional para o treinamento do bloqueio do plano transverso do abdômen (TAP block).

Materiais e métodos: O estudo foi conduzido sem a utilização de animais vivos ou cadáveres. O simulador foi elaborado com base na anatomia da parede abdominal canina e nos respectivos achados ultrassonográficos. Os tecidos moles foram confeccionados em camadas de silicone, de aproximadamente 4 mm, com densidade e textura ajustadas para simular ecogenicidade compatível com a observada na ultrassonografia em paciente de aproximadamente 10 kg e escore corporal 3/5. A estrutura externa do simulador foi produzida em impressora 3D com tecnologia FDM (GTMAx A2V2, Brasil), utilizando filamento ABS. Foram simulados pele, tecido subcutâneo (TS), músculos (oblíquo abdominal externo – OAE; oblíquo abdominal interno – OAI; transverso do abdômen – TA) e peritônio (P). As imagens ultrassonográficas foram obtidas com transdutor linear de 5-10 MHz (Lumify, Philips) e agulha sonovisível 21G x 100 mm. Realizado agulhamento a 30° no sentido craniocaudal, a agulha percorreu diferentes camadas até a ponta do bisel ser inserida entre os ventres musculares (OAI e TA). O simulador foi avaliado por cinco anestesiologistas veterinários com experiência em bloqueios locorregionais guiados por imagem. Sem conhecimento prévio das estruturas reproduzidas, identificaram as estruturas anatômicas por palpação e ultrassonografia, descrevendo a região corpórea representada, com respectivos músculos e fáscias.

Resultados: Os cinco anestesiologistas reconheceram as estruturas anatômicas (pele, TS, OAE, OAI, TA e P) em cerca de 60 segundos. O agulhamento e a inserção do bisel da agulha entre OAI e TA ocorreu em aproximadamente 30 segundos.

Conclusões: O simulador representou a parede abdominal canina, permitindo manipulação, visualização ultrassonográfica e realização do TAP block. O modelo mostrou-se uma ferramenta eficaz para treinamento profissional.

Fonte de Fomento: no 200.165/2023 - FAPERJ.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Anestesia, bloqueios locorregionais, TAP block