ANESTESIAS EM AVES REALIZADAS EM HOSPITAL VETERINÁRIO UNIVERSITÁRIO DO SUL DO BRASIL ENTRE 2022 E 2024: ESTUDO RETROSPECTIVO

ANESTHESIA IN BIRDS PERFORMED AT A UNIVERSITY VETERINARY HOSPITAL IN SOUTHERN BRAZIL BETWEEN 2022 AND 2024: RETROSPECTIVE STUDY

Autores

  • Leonardo Bergmann Griebeler Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Pelotas, RS
  • Luã Borges Iepsen Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Pelotas, RS
  • Iara Catarina Alves de Almeida Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Pelotas, RS
  • Eduarda Saldanha Rieffel Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Pelotas, RS
  • Patrícia Silva Vives Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Pelotas, RS
  • Eduardo Santiago Ventura de Aguiar Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Pelotas, RS
  • Martielo Ivan Gehrcke Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Pelotas, RS

Resumo

Objetivos: Descrever as condutas e desfechos clínicos de aves anestesiadas em um Hospital Veterinário do Sul do Brasil.

Materiais e Métodos: Analisaram-se prontuários anestésicos de 29 aves (setembro 2022 a novembro 2024), anestesiadas por diferentes profissionais residentes. Coletaram-se informações sobre espécie, peso, cirurgia, classificação ASA, tempo anestésico (TA) e cirúrgico (TC), condutas perioperatórias e desfechos clínicos. Foi utilizada estatística descritiva, com dados apresentados em frequência relativa e absoluta.

Resultados: Realizou-se 34 anestesias em 29 aves pertencentes a 11 ordens, sendo os pelecaniformes a mais prevalente (27,58%). Cirurgias ortopédicas foram mais frequentes (85,3%) e 24,1% das aves pesavam até 100 g, 31% entre 101 e 250 g, 10,3% entre 251 e 500 g e 34,5% acima de 500 g. Quanto ao risco anestésico, tem-se: ASA I (2,94%); ASA II (64,71%); ASA III (29,41%); ASA V (2,94%). A associação entre metadona, cetamina e midazolam foi a contenção química mais realizada (50%). O isoflurano foi utilizado para indução anestésica em 91,17% das aves e em 100% para manutenção (animais intubados). A monitoração da FC e f ocorreu em 100% das aves, enquanto ETISO, ETCO2 e SpO2 em 85,30%, 76,47% e 17,60%, respectivamente. Realizou-se bloqueios locorregionais em 87,38% dos animais, sendo o bloqueio do plexo braquial mais prevalente (66,67%). A média e DP do TA e TC foram 52,13 ± 32 e 34,35 ± 25 minutos, respectivamente. Aproximadamente 2,94% (1/34) das aves foram a óbito no período intraoperatório, 11,76% (4/34) nas primeiras 48 horas e 37,93% (11/29) após 48 horas de pós-operatório. Somente 6,89% (2/29) obtiveram alta médica e 17,24% (5/29) estão em reabilitação, resultado possivelmente impactado pela alta prevalência de aves silvestres com difícil reabilitação para retorno a vida livre.

Conclusões: A contenção química seguida de anestesia inalatória foi a técnica mais utilizada. Apesar da baixa mortalidade intraoperatória, poucas aves obtiveram alta médica.

Protocolo CEUA: Estudo retrospectivo.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Animais silvestres, pelecaniformes, mortalidade