AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE PERFUSÃO PERIFÉRICA EM CÃES SUBMETIDOS À VASOCONSTRIÇÃO E VASODILATAÇÃO INDUZIDAS FARMACOLÓGICAMENTE

ASSESSMENT OF PERIPHERAL PERFUSION INDEX IN DOGS SUBJECTED TO PHARMACOLOGICALLY-INDUCED VASOCONSTRICTION AND VASODILATATION

Autores

  • Charline Vanessa Vaccarin Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Beatriz Perez Floriano Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Lettycia Demczuk Thomas Unidade Central de Educação Faem Faculdades, UCEFF, Chapecó, SC
  • Julio Cezar Fischborn Centro Universitário Mater Dei, UNIMATER, Pato Branco, PR
  • André Vasconcelos Soares Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Carla Eduarda dos Santos Ferreira Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Marina Batista de Sousa Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Thaís Silveira Alves Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS

Resumo

Objetivos: O índice de perfusão periférica (IPP), obtido por oximetria de pulso, reflete a razão entre componentes pulsáteis (fluxo arterial) e não pulsáteis (tecidos estáticos), através da luz infravermelha absorvida pelos tecidos. Este estudo analisou variações do IPP, índice cardíaco (IC) e PAMinvasiva em cães submetidos a vasoconstrição e vasodilatação induzidas por norepinefrina e nitroprussiato, respectivamente. Hipotetizou-se que essas intervenções produziriam respostas distintas e mensuráveis no IPP, permitindo identificar valores limiares para alterações de perfusão sob anestesia.

Materiais e Métodos: Doze cães hígidos, (3,3 ± 1,1 anos; 10,4 ± 2,6 kg), foram anestesiados com propofol, sem medicação pré-anestésica, em ventilação espontânea. Todos passaram pelos três tratamentos, iniciando por SAL (cloreto de sódio 0,9%). Foram coletados dados a cada 5 minutos (T1, T2, T3), sendo a média dos tempos, em SAL, considerada como valor basal para cada variável avaliada. Em seguida, os cães foram alocados nos grupos NOR (norepinefrina) 0,3-0,7 µg/kg/min ou NIT (nitroprussiato de sódio) 1-7 µg/kg/min, em ordem aleatória. Para NOR e NIT, a coleta de dados iniciou-se após alteração de ± 20% na PAMinvasiva ou ao atingir dose máxima. Foram monitorados IPP (prepúcio e língua), FC, f, PAM, SpO2, ETCO2, e IC via ecocardiograma Doppler (final de cada coleta). Para análise estatística utilizou-se p < 0,05.

Resultados: Os IPP não diferiu entre tratamentos ou locais de mensuração. Com NIT, houve fraca correlação entre língua e prepúcio (r < 0,41), enquanto NOR e SAL mostraram correlações forte (r = 0,71) e muito forte (r = 1,0), respectivamente. O IC (unidade) foi maior com NIT (240 ± 96) do que com NOR (150 ± 59), sem diferença significativa em relação ao SAL (169 ± 72).

Conclusões: Apesar dos efeitos hemodinâmicos distintos, o IPP não refletiu consistentemente alterações na perfusão. Estudos futuros devem avaliá-lo em contextos controlados de hipoperfusão real.

Protocolo CEUA: n° 10/2023.   

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Débito cardíaco, oxímetria, nitroprussiato, norepinefrina