CARACTERIZAÇÃO DAS TÉCNICAS DE ANESTESIA REGIONAL UTILIZADAS PARA MASTECTOMIA EM CADELAS: ESTUDO RETROSPECTIVO MULTICÊNTRICO

CHARACTERIZATION OF REGIONAL ANESTHESIA TECHNIQUES USED FOR MASTECTOMY IN BITCHES: A MULTICENTER RETROSPECTIVE STUDY

Autores

  • Luã Borges Iepsen Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • Gilberto Serighelli Junior Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR
  • Alan Vinicius Lima Pereira Hospital Pequeno Príncipe, Curitiba, PR
  • Ayanne Walchhutter Universidade de São Paulo, USP, Pirassununga, SP
  • Gustavo Henrique Freire Pontifícia Universidade Católica do Paraná, PUCPR, Curitiba, PR
  • Luiz Guilherme Achcar Capriglione Pontifícia Universidade Católica do Paraná, PUCPR, Curitiba, PR
  • Celina Tie Nishimori Duque Pontifícia Universidade Católica do Paraná, PUCPR, Curitiba, PR
  • Juan Carlos Duque Moreno Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, PR

Resumo

Objetivos: Descrever a prevalência da anestesia regional (AR) em cadelas submetidas à mastectomia em diferentes Hospitais-Escola brasileiros.

Materiais e Métodos: Foram analisados 688 casos provenientes de seis Hospitais-Escola. As variáveis incluídas foram: técnica de AR, idade, classificação ASA, escore corporal (EC, 0 a 9), tempo de anestesia (TA) em minutos e tipo de procedimento cirúrgico. Foram usados os testes Qui-quadrado, Kruskal-Wallis e Dunn (p < 0,05).

Resultados: Dos casos válidos (631), 484 utilizaram AR (76,7%) e 147 não usaram (C: 23,3%). A mais usada foi a tumescente (AT) (50,2%; 243/484), seguida pelos bloqueios dos planos transverso abdominal e serrátil associados (TAP-serrátil) (32,4%; 157/484), epidural (E) (10,7%; 52/484), TAP (4,5%; 22/484) e serrátil (2,1%; 10/484) isoladamente. A idade foi maior em AT (11 [3-19]) comparado com E (9 [6-14]) e C (9 [4-19]) (p = 0,0002), sem diferenças com TAP-serrátil (1 [4-17]), TAP (10 [5-15]) e serrátil (12 [4-17]). A classificação ASA foi maior em TAP-serrátil (2 [2-3]) comparado com C (2 [1-4]), AT (2 [1-4]) e E (2 [1-3]) (p < 0,0001), sem diferenças com TAP (2,5 [2-4]) e serrátil (2 [2-3]). O EC foi maior em E (6 [4-7]) comparado com C (5 [2-9]), AT (5 [1-9]), TAP-serrátil (5 [3-8]), TAP (5 [3-6]) e serrátil (5 [4-5]) (p < 0,0001). O TA foi menor em C (130 [40-360]) comparado com AT (155 [52-317]), TAP-serrátil (150 [55-410]), E (160 [70-250]) e TAP (150 [80-260]) (p < 0,0001). Em mastectomias isoladas (67%; 423/631) e nas associadas a ovariohisterectomia (33%; 208/631), a AT foi mais prevalente (35%; 148/423 e 45%; 95/208, respectivamente) (p = 0,009).

Conclusões: A AR foi a técnica mais utilizada para fornecer analgesia intraoperatória nas mastectomias em cadelas, sendo a AT a mais empregada. Porém, o tempo de anestesia é menor em procedimentos sem a utilização de AR.

Protocolo CEUA: no 051/2024 - CEUA-SCA-UFPR.

Fonte de Fomento: Bolsa Produtividade em Pesquisa (JCD) processo CNPq 312783/2022-1.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Anestesia regional, anestesia tumescente, bloqueio locorregional, cães, mastectomia