ANALGESIA PERIOPERATÓRIA DA ABORDAGEM DORSAL DO BLOQUEIO QUADRADO LOMBAR COM BUPIVACAÍNA ASSOCIADA A BUPRENORFINA EM GATAS SUBMETIDAS A OVARIOHISTERECTOMIA ELETIVA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO

PERIOPERATIVE ANALGESIA OF THE DORSAL APPROACH TO THE QUADRATUS LUMBORUM BLOCK WITH BUPIVACAINE COMBINED WITH BUPRENORPHINE IN CATS UNDERGOING ELECTIVE OVARIOHYSTERECTOMY: A RANDOMIZED CLINICAL TRIAL

Autores

  • Camila Baehr Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Lages, SC
  • Lorenzo Schmitz Borsato Cavagnari Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Lages, SC
  • Manuela Cristina Kock Hack Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Lages, SC
  • Sally Vieira Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Lages, SC
  • Carolina Ramm Mantey Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Lages, SC
  • Maria Paula Luchi da Silva Mattos Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Lages, SC
  • Felipe Comassetto Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Lages, SC
  • Nilson Oleskovicz Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Lages, SC

Resumo

Objetivos: Avaliar a analgesia perioperatória da abordagem dorsal do bloqueio do quadrado lombar (D-QL) com bupivacaína, associada ou não à buprenorfina, em gatas submetidas à ovariohisterectomia.

Materiais e métodos: Utilizaram-se 24 gatas (13,5 [9,75-21,3] meses; 2,86 ± 0,64 kg), pré-medicadas com dexmedetomidina (2,5 µg/kg IM) e induzidas (dose-efeito) e mantidas (taxa variável) com propofol. O D-QL foi guiado por ultrassom (transdutor linear 4-12 MHz) e bupivacaína 0,25% foi administrada no GB; bupivacaína 0,25% associada à buprenorfina (3 µg/kg) no GBB; e NaCl 0,9% no GS. Todos os animais (n = 8 por grupo) receberam 0,5 mL/kg/ponto, sendo 2 pontos ipsilaterais. FC, f, PASDoppler foram registradas em M0 (basal), M1, M2 (5 e 15 minutos pós-bloqueio), M3 (celiotomia), M4, M5, M6 (ligadura de pedículo ovariano esquerdo, direito e cérvix) e M7 (síntese de musculatura). Se duas ou mais dessas variáveis aumentassem ≥ 20% em relação a M0, fentanil (2,5 μg/kg IV) era administrado. No pós-operatório, a dor foi avaliada pela escala abreviada da UNESP-Botucatu durante 24 horas e resgates analgésicos (buprenorfina 20 µg/kg IM) foi administrado em pontuações ≥ 4. Na análise estatística, considerou-se p < 0,05.

Resultados: FC, f, PASDoppler e taxas de propofol não diferiram entre grupos, exceto PASDoppler em M4 (GS:165 ± 17 mmHg e GBB:130 ± 25 mmHg). Houve resgates intraoperatórios com fentanil em GS (35), GB (16) e GBB (26), sendo 54,29% e 25,71% menores em GB e GBB, respectivamente. Receberam resgates pós-operatórios 7, 6 e 3 animais de GS, GB e GBB, respectivamente, distribuídos em 2 h do pós-operatório em 5 (GS), 2 (GB), 1 (GBB); 4 h em 2 (GB), 1 (GBB); 6 h em 1 (GS), 1 (GB); 8 h em 1 (GS), 1 (GB), 1 (GBB).

Conclusões: O D-QL com bupivacaína, isolada ou associada à buprenorfina, não demonstrou benefícios claros em gatas submetidas à ovariohisterectomia.

Protocolo CEUA: no 6024270524 - UDESC 

Fonte de Fomento: UDESC; FAPESC.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Analgesia, bloqueio locorregional, cirurgia veterinária, nocicepção, ultrassom