QUALIDADE ANESTÉSICA DA ASSOCIAÇÃO DA CETAMINA, DEXMEDETOMIDINA E MIDAZOLAM EM NOVE GRAXAINS (Lycalopex gymnocercus e Cerdocyon thous) SUBMETIDOS A ELETRORRETINOGRAFIA

ANESTHETIC QUALITY OF THE COMBINATION OF KETAMINE, DEXMEDETOMIDINE, AND MIDAZOLAM IN 9 WILD FOXES (Lycalopex gymnocercus and Cerdocyon thous) UNDERGOING ELECTRORETINOGRAPHY

Autores

  • Luiza Tonietto Mangini Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Jean Carlos Gasparotto Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Mario Leite Biaggio Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Júlia Odorissi Oliveira Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Gabrielle da Silva Barbosa Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Beatriz Perez Floriano Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • Gabrielle Coelho Freitas Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS
  • André Vasconcelos Soares Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS

Resumo

Objetivos: Avaliar a profundidade anestésica, duração e efeitos cardiorrespiratórios da associação de cetamina, dexmedetomidina e midazolam em graxains (Lycalopex gymnocercus e Cerdocyon thous) submetidos à eletrorretinografia (ERG), destacando sua aplicabilidade clínica e segurança anestésica em animais silvestres.

Materiais e Métodos: Nove graxains de um zoológico, com peso estimado e real de 7 kg e 6,1 ± 0,54 kg, respectivamente, foram anestesiados com cetamina (9,1 ± 1,1 mg/kg), dexmedetomidina (3,4 ± 0,4 µg/kg) e midazolam (0,56 ± 0,06 mg/kg) IM. Após 10 minutos, realizou-se a cateterização venosa para suporte anestésico. A profundidade anestésica foi considerada adequada quando os animais permaneciam imóveis sem rotação do bulbo ocular. Animais que não apresentaram a profundidade adequada durante todo o exame receberam propofol (1 mg/kg), seguido de infusão contínua (0,1-0,3 mg/kg/h). Monitoraram-se FC, f, eletrocardiograma, Tretal, SpO2, PAS/PAM/PADoscilométrico a cada 5 minutos. As variáveis foram comparadas nos momentos com ANOVA seguida de teste de Tukey (p < 0,05).

Resultados: O protocolo foi suficiente para início da ERG e considerado adequado em oito animais. O tempo de anestesia adequada variou de 16 a 65 minutos, sendo necessário propofol em todos os casos para conclusão do exame. A Tretal diminuiu significativamente entre 10 (38,2 ± 0,9°C) e 60 a 85 minutos (37,3 ± 1,2°C). Não houve diferenças estatísticas nos demais parâmetros, que permaneceram dentro dos limites fisiológicos, sendo a média ± DP da FC de 146 ± 27 bpm e as medianas (mínimo-máximo) da f e da PAMoscilométrico de 22 (20-28) mpm e 103 (95-119) mmHg, respectivamente. Não houve relação significativa entre o tempo de anestesia e a dose estimada ou a dose real calculada pelo peso dos animais.

Conclusões: O protocolo estudado apresentou profundidade anestésica eficaz em graxains, com estabilidade cardiorrespiratória adequada. No entanto, sua duração variável requer complementação para procedimentos prolongados como a ERG.

Protocolo CEUA: Protocolo n0 8776130722.

Fonte de Fomento: CAPES (código financeiro 001); CNPQ.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Anestesia dissociativa, eletrorretinografia, graxaim, profundidade anestésica