INFLUÊNCIA DA DIPIRONA NA FARMACOCINÉTICA ORAL DO TRAMADOL E SEU METABÓLITO ATIVO EM CÃES

INFLUENCE OF DIPYRONE ON THE ORAL PHARMACOKINETICS OF TRAMADOL AND ITS ACTIVE METABOLITE IN DOGS

Autores

  • Yanna Deysi Bandeira Passos Universidade Federal Rural do Semi-Árido, UFERSA, Mossoró, RN
  • Andressa Nunes Mouta Universidade Federal Rural do Semi-Árido, UFERSA, Mossoró, RN
  • Kathryn Nóbrega Arcoverde Universidade Federal Rural do Semi-Árido, UFERSA, Mossoró, RN
  • Naftáli Silva Fernandes Universidade Federal Rural do Semi-Árido, UFERSA, Mossoró, RN
  • Robson dos Anjos Honorato Centro Universitário INTA, UNINTA, Sobral, CE
  • Gabriel Araújo da Silva Universidade do Estado do Amapá, UEAP, Macapá, AP
  • Valéria Veras de Paula Universidade Federal Rural do Semi-Árido, UFERSA, Mossoró, RN

Resumo

Objetivos: Avaliar o impacto da coadministração oral de dipirona sobre o metabolismo do tramadol e seu metabólito O-desmetiltramadol (M1) em cães por meio de análise farmacocinética.

Materiais e Métodos: Dez cadelas SRD, hígidas (14,87 ± 2,94 kg), participaram em delineamento crossover de dois tratamentos PO, sendo T1: tramadol (2 mg/kg) e T2: associação tramadol (2 mg/kg) e dipirona (25 mg/kg). Amostras sanguíneas (4 mL) foram coletadas da veia cefálica nos tempos 0, 30, 45 minutos, 1, 1,5, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 24, 36 e 48 horas após a administração dos fármacos. As concentrações plasmáticas foram analisadas por cromatografia líquida de ultra eficiência acoplada à espectrometria de massas e os parâmetros farmacocinéticos obtidos pelo software PKSolver®. Os dados foram submetidos ao teste de Shapiro-Wilk e pós teste t de Student ou Mann-Whitney (p < 0,05). As principais variáveis foram expressas pela média ± DP.

Resultados: Para tramadol, em T1 e T2, observou-se os seguintes valores, respectivamente: Concentração Plasmática Máxima (Cmáx ng/mL): 419,89 ± 354,78; 470,30 ± 249,14; T1/2Beta (h): 16,67 ± 16,19; 2,03 ± 0,56 (p < 0,05); Área sob a curva (AUC0-t ng.h/mL): 1658,80 ± 1060,16; 1399,59 ± 919,50; MRT0-inf_obs (h): 16,18 ± 14,87; 3,26 ± 0,98 (p < 0,05). Para M1, em T1 e T2, observou-se: Cmáx: 7,34 ± 3,13; 17,92 ± 8,34 (p < 0,05); T1/2Beta: 10,39 ± 5,42; 6,21 ± 3,59; AUC0-t: 47,89 ± 39,68; 105,69 ± 57,37; MRT 0-inf_obs: 13,47 ± 8,82; 8,69 ± 4,08. Quantificou-se tramadol por 48 horas em T1 e 12 horas em T2; e M1 por 48 horas em T1 e 36 horas em T2. Dois animais apresentaram sialorreia leve.

Conclusões: A coadministração de dipirona interfere no metabolismo do tramadol, podendo alterar a frequência de administração e sua eficácia analgésica. Estudos com maior tamanho amostral são necessários.

Protocolo CEUA: UFERSA, protocolo número 07/2023.

Fonte de fomento: CAPES, bolsa de doutorado, processo 88887.834298/202300.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Analgesia, metabolismo hepático, biodisponibilidade