EFEITOS SEDATIVOS DA METADONA ASSOCIADA A DEXMEDETOMIDINA PELA VIA INTRANASAL EM CÃES

SEDATIVE EFFECTS OF METHADONE ASSOCIATED WITH DEXMEDETOMIDINE INTRANASALLY IN DOGS

Autores

  • Gabriel Amaral Lima Faculdade de Medicina Veterinária, UNISUL, Florianópolis, SC
  • Carlos Rogério Tonussi Departamento de Farmacologia, UFSC, Florianópolis, SC
  • Paulo de Tarso de Oliveira Leme Junior Faculdade de Medicina Veterinária, UNISUL, Florianópolis, SC
  • Ángeles Pereira Oliveira Pecina Médica Veterinária Autônoma, Florianópolis, SC
  • Liziane Maciel Mufatto Médica Veterinária Autônoma, Florianópolis, SC
  • Cinthia Maia Médica Veterinária Autônoma, Florianópolis, SC
  • Amanda Arioli Putti Faculdade de Medicina Veterinária, UNISUL, Florianópolis, SC
  • Geovanna Von Wurmb Faculdade de Medicina Veterinária, UNISUL, Florianópolis, SC

Resumo

Objetivos: Considerando o crescente interesse por sedativos administrados por vias menos invasivas e eficazes, este estudo teve como objetivo comparar os efeitos sedativos da associação de dexmedetomidina-metadona administrada por via intramuscular (IM) ou intranasal (IN) como medicação pré-anestésica, bem como determinar a dose de propofol necessária para indução anestésica em cães submetidos à orquiectomia eletiva.

Materiais e Métodos: Vinte cães (2,5 – 25,0 kg) foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, de acordo com a via de administração: dexmedetomidina (10 μg/kg) e metadona (0,3 mg/kg), por via intramuscular (IM) ou intranasal (IN). Após a aplicação, os animais foram monitorados a cada cinco minutos, durante 30 minutos, incluindo avaliação do grau de sedação por meio de escala numérica adaptada (0 = ausência de sedação; 15 = sedação máxima), parâmetros cardiorrespiratórios, registro de possíveis reações adversas à via IN e determinação da dose de propofol necessária para a indução anestésica. Os dados foram analisados estatisticamente, considerando-se diferenças significativas quando p < 0,05.

Resultados: A associação de dexmedetomidina-metadona por via IM resultou em sedação significativamente mais intensa que por via IN desde o minuto 5 [6 (0-13) IM vs 1 (0-7) IN] até o minuto 30 [14 (12-15) IM vs 7,5 (1-14) IN]. O grupo IN apresentou efeitos adversos leves e transitórios como bufar e lamber e necessitou de dose significativamente maior de propofol (2,13 ± 0,79 mg/kg IM vs 3,64 ± 1,27 mg/kg IN). A f no grupo IM reduziu mais rápida e intensamente que no grupo IN durante 30 minutos (14 ± 6 mpm IM vs 28 ± 11 mpm IN).

Conclusões: A associação de dexmedetomidina-metadona por via IM resultou em sedação mais intensa e menor necessidade de propofol para indução anestésica. A via IN foi bem tolerada, mas estudos adicionais são necessários para avaliação da farmacocinéticas da metadona por esta via.

Protocolo CEUA: no 8367221121.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Agonistas alfa-2 adrenérgicos, intranasal, opioide, propofol, sedação