BLOQUEIO PERIBULBAR COM NEOSAXITOXINA COMO ALTERNATIVA À BUPIVACAÍNA PARA O CONTROLE DA DOR PERIOPERATÓRIA EM CÃES SUBMETIDOS À CERATOPLASTIA RECONSTRUTIVA

PERIBULBAR BLOCK WITH NEOSAXITOXIN AS AN ALTERNATIVE TO BUPIVACAINE FOR PERIOPERATIVE PAIN CONTROL IN DOGS UNDERGOING RECONSTRUCTIVE KERATOPLASTY

Autores

  • Matheus Rocha Ribeiro Universidade do Oeste Paulista, UNOESTE, Presidente Prudente, SP
  • Denis Robison Gomes Universidade do Oeste Paulista, UNOESTE, Presidente Prudente, SP
  • Débora da Silva Alves Universidade do Oeste Paulista, UNOESTE, Presidente Prudente, SP
  • Bruno Kendi Ariga Universidade do Oeste Paulista, UNOESTE, Presidente Prudente, SP
  • Sílvia Franco Andrade Universidade do Oeste Paulista, UNOESTE, Presidente Prudente, SP
  • Renata Navarro Cassu Universidade Estadual Paulista, UNESP, Botucatu, SP

Resumo

Objetivos: Avaliar o efeito analgésico perioperatório proporcionado pelo bloqueio peribulbar com neosaxitoxina, comparativamente à bupivacaína em cães submetidos à ceratoplastia reconstrutiva.

Materiais e Métodos: O protocolo anestésico consistiu de dexmedetomidina/metadona, propofol e isofluorano. Após a intubação endotraqueal, os animais foram distribuídos aleatoriamente em dois tratamentos, consistindo no bloqueio peribulbar com neosaxitoxina (3,5 µg/0,2 ml/kg; G-NeoSTX, n = 11) ou bupivacaína 0,5% (0,2 ml/kg; G-Bupi, n = 11). Durante a cirurgia foram avaliados os parâmetros cardiorrespiratórios, a ETISO e o tempo para centralização do globo ocular. Antes da cirurgia, 1, 2, 4, 6, 8, 12 e 24 horas após a extubação foram avaliados os escores de dor (EDN: 0-21), blefaroespasmo, sensibilidade da córnea e sedação. Metadona foi administrada como analgesia de resgate, em casos de EDN ≥ 9/21. O tempo de analgesia (intervalo entre o bloqueio e o primeiro resgate analgésico) foi registrado. Os dados foram avaliados com ANOVA, teste de Tukey, teste de Fisher, teste de Mann-Whitney e Friedman (p < 0,05).

Resultados: A centralização do globo ocular foi mais tardia no G-NeoSTX em relação ao G-Bupi (24,4 ± 4 versus 14,2 ± 3,6 minutos; p < 0.0001). A ETiso total foi inferior no G-NeoSTX em relação ao G-Bupi (p = 0.001). Os parâmetros cardiorrespiratórios, o blefaroespamo e a sedação não diferiram entre os grupos. A sensibilidade da córnea foi menor no G-NeoSTX em relação ao G-Bupi às 18 [1,5 (1 – 4,5 g/mm) versus 2,5 (1,5 – 4,5 g/mm)] e 24 horas [1.5 (1 – 5 g/mm versus 3 (2 – 4,5 g/mm)] (p = 0,02 - 0,03). O tempo de analgesia foi superior no G-NeoSTX em relação ao G-Bupi (956 ± 202 versus 331 ± 59 minutos; p = 0,001).

Conclusões: A NeoSTX proporcionou bloqueio peribulbar efetivo, além de analgesia mais longa em relação à bupivacaína em cães.

Protocolo CEUA: no 8242/2023.

Fonte de Fomento: FAPESP, Auxílio Regular, Processo 2023/07815-5; CAPES, Bolsa de Doutorado, Processo 88887.715749/2022-00.

Publicado

2025-11-09

Palavras-chave:

Anestesia, anestésicos locais, oftalmologia